Oficinas de Arte de Hervé Tullet

Hervé Tullet                                                                                Francês Artes

 Queridos amigos e colegas educadores,

Recebi este livro de presente da minha amada sogra belga Gaëtane, artista e educadora. E que presentão!! Não podia guardar só para mim. Dediquei algumas horas para traduzir do francês para português seis atividades. A tradução não é de uma especialista mas acredito ter conseguido transmitir o espírito da coisa! As oficinas de pintura e desenho de Hervé, que se diz ser um autor e ilustrador de livros infantis para criança, mas a meu ver tem algo nato de educador daqueles mais genial e espontâneos, que não precisou da academia mas que tem uma imensa sensibilidade para ensinar. Para ele a oficina é diversão através da arte. Hervé Tullet cria oficinas de pintura em forma de jogos e brincadeiras que envolvem e incentivam crianças e adultos a explorarem o mundo das artes visuais. Experimentei a
atividade Campo das Flores na ONG PACE com crianças de seis a adultos de 25 anos e foi um sucesso! Como só sei viver dividindo e multiplicando conhecimento quero também os presentear. Sintam-se a vontade para fazer suas alterações no texto e no modo de realizar as oficinas, experimentem!

Um beijo grande e um abraço apertado!
Lívia Castro
Arte-educadora
Mestra em Artes Visuais

Campo de Flores

Imagem 01

Esta é certamente a oficina que eu fiz o maior número de vezes, com participantes de todas as idades, de bebê a adultos. É ainda um sucesso, pois todas as manchas ou todos os traços acidentais serão transformados e tornam-se úteis, bonitos e divertidos.
Preparativos: Para esta oficina utilize tintas de diferentes cores. Disponha de um grande rolo de papel branco, coloque sobre o chão e preveja um espaço que as crianças possam circular entorno dele. As crianças estarão sentadas ao longo da folha, com um pote de tinta na sua frente e um pincel na mão. Eventualmente, prepare uma música para a segunda parte da oficina.

                                                                                           

                                                                                                               

 

A Oficina  1ª Parte

Imagem 02

Atenção! Estão preparados? Começou!
Eu quero ver um pontinho no papel feito com o pincel. Parou! Mudem de lugar.
Confortavelmente instaladas, as crianças são incentivados a sair dos seus lugares.
Agora quero ver um ponto ainda maior.
mudem de lugar!
Eu gostaria de ver um ponto mais largo que a bola do nariz de vocês. Mudem de lugar.
E agora eu quero ver um ponto maior, muito maior.
Agora eu quero ver um círculo.
Sempre que vou dando um comando eles vão mudando de lugar junto com seus pinceis e seu vasos de tinta.
Um círculo maior.
Um outro círculo, maior ainda.
Atenção, atenção! Eu quero ver o maior círculo do mundo!
As cores começam a se misturar.
Oh! Que lindo. É mesmo muito lindinho!
Todo mundo de pé! Peguem seus pinceis, deixem suspenso no ar… E agora deixe cair sobre o papel.
E rapidamente:
Mudem de lugar! Façam mais uma última vez.
Sim, uma última vez senão a oficina vai terminar só com o lançar  dos pinceis. imagem 03
Atenção! Escutem atentamente. Agora vai ficar mais rápido.
O ritmo dos comandos vai acelerando. Não esqueça de fazê-los mudar de lugar a cada comando.
Eu quero ver:
Pontos sobre um ponto.
Pontos dentro de um círculo
Pontos em torno de um círculo
Pontos sobre um círculo

Círculo em torno de uma mancha
Um círculo em torno de outro círculo
O espaço se preenche pouco a pouco, um ritmo, uma coreografia se cria no lugar. Eu continuo a dar
os comandos, variações de pontos e círculos, até o momento que eu acredito que o papel está bem
cheio mas restando alguns espaços para continuarmos. Neste momento eu digo:
Atenção! Parem e observem o desenho. Eu vou dar trinta segundos. Observem bem e acrescentem
um elemento onde vocês sentem que precisa colocar algo no desenho: um ponto, um circulo, uma
mancha ou até um espiral.
Parem! De pé! Acabaram os pontos e os círculos.

2ª Parte

Dificilmente as crianças vão querer que o jogo termine, mas para a segunda parte eu os incentivo a
observarem.
Agora vocês vão transformar esse desenho de pontos, círculos e manchas em um campo de flores!
Escutem bem. Para criarmos nosso campo de flores olhem seus desenhos: nossas flores já estão lá.
Basta escolher um elemento e desenhar um talo e uma folha.
Eu então faço uma demonstração.
Comece por escolher uma grande flor, acrescente o que você quiser onde quiser. E agora é a vez de
vocês.
Nesta fase da oficina, eu adoro colocar uma música rítmica ou suave para acompanhar a
transformação das manchas em flores. Eu passo pelas crianças, eu as encorajo, eu encontro espaços
para cada uma e eu dou exemplos.
Variante: Trabalhe sobre um outro suporte: você pode pintar diretamente sobre a parede, em um
tapume de uma canteiro de obras, em portas os divisórias de vidro.
Utilize outros materiais: hidrocor, lápis de cor ou cera, todos servem muito bem!

O grande Engarrafamento

Imagem 04É a atividade ideal para fazer dentro de um curso de recreação, em um dia de sol.
Excitante pela ideia de conduzir sobre uma folha de papel com um pincel, as crianças traçam trajetórias cheia de energias que serve para criar um cenário de uma cidade animada.Imagem 05
Preparativos: Estenda um grande rolo de papel branco no chão, formando encruzilhadas com pedaços grandes de papel, permitindo a circulação em torno e entre as folhas. Espalhe obstáculos: Cds, discos, livros, caixas, tampas, copos, sapatos… Escolha a maior quantidade de folhas possível, pois elas deixam espaços em branco quando retirar do papel. Cada criança deve ter um pincel e um recipiente com tinta. Mantenha prevista uma vasta quantidade  de cores.

 

A Oficina 1ª Parte

 

Imagem 06Mergulhe seu pincel dentro da tinta e posicione-se onde você quiser sobre o papel. Imagine que seu pincel é um carro e que você vai sair para dar um passeio.Você vai deixar seu pincel deslizar sobre o papel e evitar os obstáculos.
Não pode pintar os objetos, hem?
Começou! Boa viagem!
Eu incentivo os participantes a deslocar-se ao máximo e ir
mais longe.
Ei você! Onde você vai? Você está andando em círculos.
Vamos, avance! O mundo é enorme!
As trajetórias empurram-se e cruzam-se de forma divertida, continuam a mesma rota até acabar e
começar uma nova. Ficando com mais e mais linhas sobre o papel. Quando o desenho tiver quase
saturado eu peço para elevarem os pinceis.
Parem! Acabou a primeira parte.

2ª Parte

 

Imagem 07

Eu retiro os obstáculos.
As linhas que vocês desenharam são os caminhos. Agora
que temos as estradas vamos imaginar o resto da cidade.
Para ajudá-los eu dou umas dicas. Podemos fazer os carros, as árvores, as casas, as lojas, os pedestres… A atividade é neste momento reinvestida. Eu passo pelos participantes, eu olho, eu encorajo, eu estimulo, até que o desenho fuja do controle, que se forme um monstruoso engarrafamento, com grandes florestas e amontoados de casas.Os obstáculos são o carro chefe desta atividade. Os espaços deixados em branco transformam-se em muitos pedestres, carros, árvores… A energia se desenvolve e o prazer de viajar com seu pincel é bem mais interessante que um bonito resultado. Variante: Mude de tema. Por que não utilizar somente o azul e o verde para criar um belo oceano?Introduza em seguida outras cores para desenhar os peixes, os barcos, os nadadores. Eu tenho certeza que você terá novas ideias de tema. Eu ficarei feliz em conhecer!

 

O Dado Mágico

Imagem 08

Este é um jogo divertido para criar monstros inesperados cheio de charmes e
humor. As crianças adoram ver os personagens ganhando forma ao desenrolar do
jogo.

Preparativos: Cada criança deve ter uma folha de papel com grandes formas desenhadas: redonda,
oval, quadrada… (que devem ser desenhados anteriormente pelo orientador). Se possível preveja o total dos antecipadamente. Se tiver apenas um funciona também. Com crianças menores de três anos utilize dados grandes. Todos colocam-se lado a lado, pincel na mão, cada um com um pote de tinta de cor diferente ou hidrocor.

 

 

 

A Oficina 1ª Parte

 

Imagem 09

Lance de uma vez o dado: o número que cair será a quantidade de olhos que você vai desenhar dentro da forma. Eu adoro ver as crianças transformando seu desenho a cada lance do dado. Você pode propor que troquem de cor com o colega vizinho. Lance o dado uma segunda vez. Desenhe o número de bocas indicado. Novo lance! Desta vez é pelo nariz. E agora um lance pelo número de braços. E desta vez pela quantidade de pernas. Prontos? Um lance pelas orelhas. E para terminar, o cabelo. Eu proponho: 1 e 2 um pouco de cabelo;
3 e 4 normal e 5 e 6 muito cabelo!

 

2ª Parte

 

Agora vamos acabar com os dados mas o jogo continua: vocês podem colocar uma decoração, dar um nome ao seu personagem, colorir e até redesenhar. Após criar um personagem, as crianças podem criar o mundo em torno dele e sua história. Onde ele está? Quem é sua família? E seus amigos? Que carro ele dirige? Onde ele mora?
O comando ‘desenhar um personagem’ pode intimidar, mas passando por um jogo ajuda a descobrir-se.
Imagem 10 E são as combinações inesperadas que dão bons resultados.
Variante: Agrupe os desenhistas e você pode fazê-los
desenhar todos os monstros sobre uma única grande
folha de papel. Uma vez terminado os personagens, faça
as crianças desenharem as decorações criando o mundo
em trono dos monstros.
Modifique a regra do jogo. Você pode atribuir uma
forma por número: 1-olho; 2- boca; 3-nariz; 4-orelha; 5-
braços e 6-pernas. Quando acabar os lances verão os
personagens que surgem de todas as formas. Ou você
pode joga com dois ou três dados de uma vez. Por que não? Você pode também obter seus monstros de um só
lance!
Jogando em coletivos: o grupo pode realizar um único grande monstro. Cada criança do grupo vai
acrescentando um elemento ao passo que os lances vão acontecendo.

 

Operação Silhueta

Imagem 11

Esta oficina visa mudar nossa visão das formas, modificar nosso ponto de vista e nossa perspectiva ao colorir zonas diferentes dentro de uma silhueta gigante, tornando-se divertido e extremamente gratificante.

Preparativos: Disponha de grande folhas de papel ou rolo de papel branco sobre o chão ou sobre parede (neste caso preveja cadeiras ou bancos). Separe antecipadamente hidrocor grosso, muitos potes de tinta, lápis de cor ou giz de cera que iremos utilizar na segunda parte.

A Oficina 1ª Parte

Sem dizer nada, eu escolho uma criança, eu a coloco sobre o papel e eu traço seu contorno com um
hidrocor. Em seguida, eu desenho outro participante com braços e pernas afastadas ou em posição
de dançarino. Eu continuo a desenhar silhuetas intercalando as linhas e as formas. Uma vez
entendido como se faz eu encorajo as crianças a fazerem elas mesmas.
Vamos todo mundo desenhar as silhuetas de seus amigos!
Depois quando o desenho parece suficientemente repleto…

2ª Parte

Imagem 12E agora, vocês vão colorir as intersecções entre as silhuetas.
Faça uma demonstração se achar necessário pintando uma
intersecção. As crianças pegam seus potes de tinta concentrando-se
minuciosamente sobre os entrelaces. Elas esquecem as
representações das formas e transformam o trabalho em uma
pintura cheia de cores. Uma vez terminada a pintura dos entrelaces
as crianças podem pintar o fundo ou as partes vazias.
E opa! Vocês viram? Graças a magia das cores nós olhamos as
silhuetas de outra maneira. Nós fizemos uma foto divertida e colorida do grupo, viva como uma
dança.
Variante: Quando trabalhar em uma superfície menor, por falta de espaço, em vez de silhueta do corpo inteiro nós podemos trabalhar apenas com partes, por exemplo, braços e mão, pernas e pés. Invente novo tema: Nós podemos desenhar contornos de objetos familiares, aqueles de sala de aula (caderno, lápis, estojo…), de um jardim (regador, pá, vaso de planta…), de uma cozinha (colher de pau, panela, copos…) de um banheiro (frascos, secador de cabelo…), de uma sala de jogos (bola, almofada, bambolê…) etc.

Pintura na Música

A atmosfera desta oficina vai te encher de ondas positivas. Envolvidos pela música, as crianças criam formas espontâneas com manchas, traços, rabiscos… Há uma dinâmica de grupo incrível e os resultados obtidos são surpreendentes. Uma vez que a oficina termina, graças as simples etapas, as formas abstratas se transformam em desenhos figurativos como magia!Imagem 13
Preparativos: Prepare uma sequência sonora de vinte minutos. Composta de pedaços muito curtos, de aproximadamente um minuto cada. Eles podem ser melódicos, pulsantes, doces, calmos, rápidos, ritmados, ou faça escutar barulhos estranhos. Você pode também simplesmente criar sua música no lugar com materiais disponíveis ou com músicos, tocar com dois paus, duas maracas ou ainda utilizar sua voz. Para a segunda parte, coloque uma música continua mais doce.
Espalhe grandes folhas coloridas no chão preenchendo o espaço. Preveja uma larga paleta de cores. Evite preto e marrom para a primeira parte mas deixe a disposição na segunda parte.
Cada criança deve estar preparada com seu pincel e pote de tinta.

                                                                                           

 A Oficina 1ª Parte

Imagem 14Vocês vão escutar o som o qual vocês vão reagir com seus pinceis. Quando a música mudar mude de lugar.
Se as crianças estiver sentadas em uma mesa elas podem trocar seus desenhos ou pinceis com os vizinhos a cada novo som.
De pé os participantes podem ficar tímidos, atrapalhados, correndo risco de ficar vários minutos sem fazer nada. Às vezes é preciso insistir e os encorajar.
Se isso ajuda feche os olhos e reaja ao som. Deixe-se levar!
Pouco a pouco a música os cativa e o ritmo do grupo instala-se. Eu passo entre as crianças, eu olho, eu retiro as folhas já saturadas de traços e cores, eu as coloco de lado e eu distribuo outras vazias.
Parem! Vamos parar e olhar. Então, o que temos ai?
Cada um observa os traços e as manchas.
Vocês criaram um fundo, um cenário!

2ª Parte

Mudo de trilha e coloca uma música mais doce.
E agora nós vamos nos servir deste cenário para transformar em desenhos.
Proponha que utilizem símbolos ou formas simples. Estes desenhos são bem práticos para
transformar os desenhos em paisagem.
Por exemplo, acrescente a forma de um barco simples sobre um fundo azul movimentado e você
observará um barco dentro de uma tempestade. Os carros, as árvores e os bonecos são formas fáceis
de desenhar que, associados aos fundos, transforma-se em florestas misteriosas, engarrafamentos
gigantes ou pessoas dançando.
Para a segunda parte o preto é muito utilizado. Se eles utilizam muitas cores o trabalho pode
rapidamente ficar saturado e até enlameado. A tinta preta ou nanquim dá a precisão, o contorno da
forma. Nós também podemos sugerir aos participantes que usem o cabo do pincel para criar formas
dentro da pintura.

A Usina de Desenhos

Nesta oficina, você vai lançar uma série de breves comandos para criar uma fábrica de arte em
ebulição, efervescência e euforia! Entre os comandos e os desenhos que voam dentro de todos os
sentidos, os pequenos operários são estimulados por esta corrente de trabalho criativo. No final da
oficina, você terá uma imensidão de obras espontâneas, que você pode convidá-los a apreciar em
forma de exposição.

Imagem 15Preparativos: Para esta oficina é necessário um espaço para que
grupos de duas a quatro crianças possam trabalhar uma ao lado
da outra. Cada grupo precisa de uma folha de papel, de muitos
potes de tinta e pinceis, lápis de cor, hidrocor ou giz de cera.Não
hesite em colocar uma música animada.
O princípio é gerar uma espontaneidade ao dar os breves comandos aos grupos, um de cada vez. Não
é o respeito ao comando que conta mas a energia que emerge no grupo. Mesmo que eles
perguntem: Certo! Mas o que é que vamos fazer? Eu respondo acrescento comandos, mais e mais.

 

A Oficina

 

Um ponto, um outro ponto, pontos por todo lado. E cheio de cores. Eu quero círculos do lado de círculos. E em seguida círculos dentro de outros círculos. Linhas e mais linhas que se misturam. Eu quero um rabisco gigante!
O que você quer desenhar? Uma árvore? Agora se imagine dentro desta árvore! Eu quero um circulo, depois outro circulo e um outro. Depois lance o pincel como uma flecha no alvo. Desenhem uma nuvem. E em seguida eu quero uma chuva de cores. Façam o contorno do objeto que eu vou os dar e depois pinte. Façam pontos. Agora liguem os pontos com traços. Formas diferentes, muitas formas diferentes. Não pode dois iguais, entendeu? Eu quero nuvens coloridas.Desenhem de olhos fechados. Incline sua folha e deixe a tinta escorrer. Um desenha e outro desloca a folha enquanto você desenha.Um desenha e outro rabisca. Faça uma mancha em sua folha e coloque outra por cima antes que a pintura seque. Acrescente números, letras pontos de exclamação. Eu vou até as crianças e elas até mim, e vou dando novas instruções, completando, enriquecendo o trabalho, dando precisão. Acrescente novos pontos, trações e linhas. Você pode dar outras orientações ou criar novas. Há muitas possibilidades, é uma questão de espontaneidade, entusiasmo e energia. Quando as paginas estiverem cheia, eu retiro e dou outra para que continue. Eu lanço os comandos e eu distribuo as folhas. Estão brincando muito bem senhores operários! Vocês produziram fantásticos desenhos. Agora vamos fechar a usina! Variante: Realize uma exposição! Eu sugiro que esta oficina gere uma exposição ou uma escultura coletiva. Transformar uma oficina em uma exposição é um projeto ambicioso que demanda experiência e tempo (nos podemos expor em um lugar por muitos dias ou até meses). Se você tem esta ideia na sua cabeça então trabalhe com suporte mais rígido: papelão grosso ou até mesmo compensado de madeira. O trabalho pode ser exposto por muitos lugares, no chão, muros e áreas externas. Para expor é preciso prever um sistema de encaixe. Faça dos cortes de cada lado, deixando a mesma distância entre eles. Você pode montá-los um em cima do outro ou se preferir formando caixas uma em cima da outra.

Imagem 16

Esse texto foi traduzido por Lívia Castro, graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia, Especialista em Arte/Educação: Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e Mestra em Ensino das Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco. Fundadora ONG Pé de Arte, Cultura e Educação, São Gonçalo dos Campos, BA. Grande educadora que vem desenvolvendo um belíssimo trabalho na arte-educação e no terceiro setor.